Emprestar, dividir, compartilhar, doar…

As vezes exigimos das crianças coisas que nem nós adultos conseguimos fazer e em determinados momentos não precisamos mesmo fazer, por questão de respeito próprio.

Queremos que nossos filhos interajam e tenham relações sociais e isso é super saudável e necessário! Mas as relações são meio complicadas – expectativas nossas e dos outros, cobranças por comportamentos socialmente aceitos nossos e dos outros… Um monte de regrinhas que vamos absorvendo e ou criando ao longo da vida sem as vezes parar e pensar… Mas e eu? Eu quero isso? Me sinto bem com essa ação ou re-ação?

E assim passam os dias, crescemos e temos filhos e vamos dia após dia…

Chegamos na pracinha, ou na biblioteca ou em qualquer lugar de interação entre pessoas… e nosso filho quer ler um livro… Mas outra criança também quer o mesmo e pede e chora e tenta puxar e aquela situação 🤔
O que fazer? São crianças 😐
Se um for “maior” que o outro a cobrança aumenta porque “naturalmente” se pensa que o maior deve atender ao menor e ajuda lo e cuidar…

E paramos um pouco pra pensar: é legal com esse maior? Seja irmãos ou mero conhecido…

E se nos colocarmos no lugar dele?
Imagine você em seu local de trabalho fazendo suas anotações e chega seu colega e pede sua caneta… me empresta só um pouquinho?
– mas estou usando.
– só um pouquinho, é rápido
– mas estou fazendo meu trabalho
– mas também quero fazer uma anotação…
As vezes emprestamos a caneta de bom grado, as vezes não, as vezes não queremos nem ser incomodados, as vezes não sentimos como incômodo…
Agora imagine seu chefe chegando e você só queria continuar seu trabalho e ele lhe pede para emprestar a caneta 😣
Parece bem desmotivador não é!
.
Conseguimos ver a semelhança com a criança e o livro ou brinquedo?
E quando insistimos com ela para abrir mão do que está fazendo e entregar ao outro o que ela escolheu fazer naquele momento?
Parece desrespeitoso com a criança?

Estamos aprendendo a encarar as situações cotidianas com outros olhos.
Estamos aprendendo novas formas de lidar com as relações e reações e descobrindo manejos mais respeitosos e assim temos mais chances de tornar mais conscientes os sentimentos e as emoções e consequentemente equilibrar as re-ações e respostas. Pelo menos as conscientes… e nem falamos do inconsciente por hoje, mas não significa que ele não esteja por ai, permeando…

Existe a resposta 100% correta?
Em se tratando de pessoas não!
Depende do dia, da emoção do momento, das pessoas envolvidas, do meio em que estão inseridas… e mais uma infinidade de variáveis!
.
Mas podemos buscar sempre o respeito a nós, aos nossos e ao outro.
Faz sentido?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *