Creche ou escola? Por onde começar?

Mãe já fica ansiosa com a volta ao trabalho e ter que deixar o bebê com alguém. E mais ter que escolher onde deixar, qual o período, qual é melhor projeto, por onde começar essa busca no meio de tantas opções?Pontos que precisamos analisar:

1 – Idade da Criançadepende do seu retorno ao trabalho

Muitas mães tem que voltar quando os bebes completam 4 meses, outras conseguem emendar férias e esticam um pouco mais, as vezes até os 6 meses.

Outras já conseguem esticar um pouco mais até um ano ou mais. Depende da necessidade de cada família.

A Interação social e a estimulação são boas, mas podem ser feitas mesmo fora da escola ou creche. Em muitas cidades existem grupos de mães com bebês que se reúnem com profissionais de musicalização ou psicomotricidade, contação de historias e atividades lúdicas que desde bem pequenos são interessantes. Mas vale ressaltar que, a presença da mãe, pai ou cuidadora mais próxima é muito importante nestes momentos, não é o levar e deixar a criança, é legar participar, estar junto nas atividades, nas brincadeiras, são momentos de fortalecimento dos vínculos e são significativos para toda a vida!

2 – Logistica e deslocamento para levar e buscar na escola ou creche

Como você vai levar a criança?

– de carro – como é o transito no trajeto?

– a pé, de carrinho de bebê – quais as condições do caminho?

Porque isso é importante?

Os bebês e crianças bem pequenas ainda não sabem que os pais irão buscá-los de volta, então existe o medo de serem deixados na creche. Um medo inconsciente, mas constatado em vários estudos de desenvolvimento infantil e especialmente na saída, a criança fica tensa vendo os amigos saírem e ela não, então os atrasos referentes a transito para o trajeto podem e devem ser avaliados para o bem da Mãe, que fica nervosa mesmo, se não consegue chegar com calma e da criança que vai criando “fantasias” sobre o abandono.

3 – Tamanho da escola, creche

Cada família tem sua expectativa e ideia em relação a isso.

O espaço físico da escola nos primeiros anos deve ser estruturado de forma a permitir uma boa circulação das crianças e propiciar o aconchego, o brincar, a interação com segurança.

4 – Horário de funcionamento, turnos, períodos…

Qual será sua necessidade?

Você sai para trabalhar cedo e vai deixar a criança na escola/creche? E o horário de buscar, tem integral?

Tem plano B em caso de atraso para sair do trabalho e alguém buscar na escola?

5 – Alimentação

Será feita na escola ou você mandará o lanche?

Se, será feito na escola, seu filho tem alguma restrição alimentar? Como serão tratados, na escola, as questões dos lanchinhos coletivos?

6 – Método de Ensino

Existem varias correntes para elaboração do projeto pedagógico para as Escolas.

– Emile Pinkler

– Montessori

– Construtivismo…

Podemos ver sobre cada um em separado em um outro post.

7 – Impressões pessoais

Na visita ao espaço você vai “sentir” o ambiente, as pessoas…

A limpeza, as carinhas das crianças que estarão por ali…

Se o lugar e as pessoas te “passam” segurança, confiança, conforto…

8 – Valores das mensalidades

Não só o valor mensal, mas material escolar, lanche, aulas extras, uniforme, festinhas dos amiguinhos da escola…

As vezes vale mais uma escola mais barata mas que não tire seu sono no conjunto de suas finanças!

Um pouco da minha experiência em busca de escola:

Quando comecei a pensar em colocar minha filha na escola, pensei em um lugar que não precisasse mudar e me preocupar em trocar quando ela fizesse 6 anos. Então esse, a princípio, foi um dos meus critérios;

Apesar de ter em mente que não queria uma creche, fui visitar algumas próximas de casa e que eu conseguiria fazer o trajeto a pé com carrinho de bebê (vai que mudo de ideia, rs)

Uma eu não gostei do jeito das pessoas que me receberam, e pode parecer pré-conceito, mas naquele dia não me senti bem vinda ali e até tentei em outro dia, mas não mudou minha impressão, então achei melhor não insistir.

Na outra não gostei do espaço do pátio, achei que estava um pouco sujo para ser um espaço onde ficariam crianças tão pequenas. Pode ter sido uma triste coincidência, mas naquele dia alguém havia deixado um balde de água suja e vassoura e rodo em um canto, onde as crianças facilmente teriam acesso… pronto! Já me veio a cena: a criança com a mão no balde se “divertindo” com aquela água…

A outra eu amei, e não tinha vontade de sair de lá, queria ficar por ali mesmo com as crianças, as “tias” super atenciosas, solícitas, as crianças pareciam felizes… mas não tinha vaga nem previsão e uma fila de espera bem longa.

E visitei uma outra que funciona em prédios/unidades, separadas por faixa de idade:

– berçário + educação infantil = 4 meses até 6 anos;

– Ensino fundamental I – do primeiro ao quarto ano;

– Ensino fundamental II – Quinto ano ao nono ano;

– Ensino Médio

Bom, o espaço para brincar não era tão grande, mas perecia bem cuidado!

As pessoas que me atenderam me passaram segurança, confiança e amor pelo que estavam fazendo e por aquele lugar; Vi crianças brincando e chorando, as que estavam brincando pareciam felizes com a interação e as que estavam chorando estavam recebendo atenção;

Ok, gostei do espaço, gostei das pessoas, o projeto pedagógico parecia coerente com o que eu estava vendo por ali em poucos momentos, havia “trabalhinhos” das crianças em murais, nas paredes, nas salas, materiais acessíveis as crianças;

Fiz a solicitação da vaga para aguardar o retorno e deu tudo certo!

Minha filha, então com 2 anos e 10 meses, já falava algumas coisinhas, deixamos o desfralde para depois da adaptação…

A Adaptação… vale um outro post !

Segundo Winnicott “A escola pode fornecer, com facilidade, um alivio tremendo para a criança que vive em família. Para crianças pequenas, que brincam a maior parte do tempo, as brincadeiras da escola não são assim tão básicas, e logo passam a jogos que desenvolvem habilidades. Há aqui uma questão de disciplina gradual, e tudo isso é uma simplificação muito bem-vinda para alguns e muito irritante para outros.”  Trecho da palestra proferida na conferencia da Associação das Escolas de Enfermagem, sobre Progressos na educação primária, Oxford, em 26 de julho de 1966. D.W.Winnicott