Dosar

 

Então, eu falava de DOSAR…

Dosar o tempo, dosar o amor, dosar o direcionamento das brincadeiras, dosar os limites. DOSAR.

Quanto tem em uma dose?

Se o sujeito chega no bar e pede uma dose de pinga, ou de wisk… Em um estabelecimento ele recebe o copo com um tanto, no outro a bebida é servida em um copo diferente menor ou maior, no outro a dose é caprichada.

Parece que dose varia de quem serve!

E esse nosso DOSAR também. Pode variar de família para família, depende dos interesses e valores de cada uma, mas não pode faltar!

Se a dose do tempo com os filhos está pequena, há que se pensar no tipo de relação que se quer ter e a qualidade do cidadão que vai formar;

Se a dose de limite faltar, a criança cresce sem entender como funciona a sociedade, o que pode e o que não pode fazer ou ate o que pode, MAS em determinados momentos não deve;

Se a dose de criatividade faltar como vai criar-se, como vai enfrentar as adversidades não sabe inventar, não sabe fazer diferente e tentar;

Se a dose de amor faltar…

O Vinculo e a função familiar são impares no desenvolvimento saudável da personalidade dos filhos. Diversos autores e estudiosos de psicologia e psicanálise, discorrem sobre a importância das funções paterna e materna na formação da criança. E como funções, tem suas responsabilidades e que atualmente vemos terceirizada a cuidadores, educadores, babás, creches… por falta de dosar o tempo com os filhos.

Qual é mesmo a prioridade trabalho x família x filhos x dinheiro ??

Eu sei, eu sei, não estou vivendo no “maravilhoso mundo de BOB”, sei que se não trabalhar não paga a escola, não tem casa. Mas tem que trabalhar tanto e não chegar em casa a tempo de curtir um pouco com filho?

Não me custa perguntar e provocar o pensar, aliás estou aqui para isso…

E as crianças são como a raposa do Pequeno Príncipe e gritam:

Cativa-me!